Em 1991 surgem os Exomortis, banda que praticava um Death Psycho Metal. Com este nome gravam 2 maquetes e 1 album (que não chegou a ser editado). Em 1997 começam a fazer novas experiências na sua sonoridade e é daí que surgem os Canker Bit Jesus. Em 2006 a banda decide alterar o nome para Canker e decidem gravar o seu primeiro albúm que sairá brevemente. Como aperitivo os Canker lançaram agora um cd single de nome "Interactivist". Estive á conversa com Marciano para nos devendar um pouco do que podemos esperar de Canker e Exomortis para o futuro.
· Apresenta-nos Canker...
Senhoras e senhores, meninos e meninas! Os Canker! (risos)
Na bateria temos o Mummy, no baixo o Phantas, na guitarra, o Spined e na voz o Marciano. A nível sonoro, só te posso dizer que a única certeza que temos é que o rock está na nossa alma. O suor do rock, a força do metal, até o “bicho papão” chamado pop dá umas piscadelas de vez em quando.
Não temos barreiras musicais.
· Antes de serem Canker a banda tinha como nome Canker Bit Jesus. Porquê essa troca?
Chegamos á conclusão que, após todos estes anos, Jesus não nos tem ajudado na nossa caminhada. (risos) Além disso, se tivéssemos recebido 5 euros por cada lacuna que já foi cometida com a designação “Canker Bit Jesus”, garanto-te que a nossa fortuna já seria parecida com a do jardineiro do Belmiro de Azevedo! (risos)
· Como aperitivo para o vosso próximo álbum vocês acabaram de lançar um cd single. Que criticas têm obtido?
É verdade. Temos tido críticas bastante diferentes. Uns gostam mais da “Error is the man”, outros estão mais inclinados para a “Regeneration”, os “Pseudo-intelectuais” não têm opinião própria e a minha mãe ainda acha que deveríamos mudar de estilo. Mais do tipo “Tony Carreira”. Percebes? (risos)
· Quando está prevista a saída do álbum?
Estamos a tentar para que seja durante o mês de Fevereiro. Se isso não acontecer, esperamos que ainda seja neste milénio se possível, a fazer concorrência aos “Guns n’ Roses”! Qual álbum sairá primeiro? Será “Chinese Democracy” dos Guns n´Roses? Ou “Interactivist” dos Canker? (risos)
· Ouvi falar na possibilidade de gravarem um videoclip. Ainda estão a pensar nisso? Qual será o tema escolhido?
A sério? Ainda não tínhamos pensado nisso! Mas é uma óptima ideia! Existia uma ideia antiga de gravarmos um videoclip num clube de strip, mas começamos a fazer contas ao preço da cerveja e desistimos desde logo! (risos)
Mas quem sabe? Vamos começar a pensar nisso com afinco.
· Quais as vossas maiores influências nos dias de hoje?
Essa pergunta tinha de aparecer! A nível de gostos musicais somos muito variados. Eu sei que isto “cheira” a cliché, mas é a mais pura das verdades. Por isso te digo que hoje em dia é muito complicado existir uma influência a nível colectivo.
Neste momento, é apenas a própria vida de cada um de nós, e a nível sonoro, acho que posso afirmar que a maior influência de Canker, neste momento, é o som característico de Canker!
· Os Canker foram resultado das cinzas dos Exomortis. Ultimamente tem se ouvido falar de Exomortis através do myspace e do blog. Estão a pensar voltar?
Não! (risos)
Esta foi a resposta que me dada pelos ex-elementos de Exomortis. Pessoalmente, tenho pena!
· Existe algo de inédito de Exomortis que ainda estejam a pensar lançar?
O 1º álbum de originais. Parece-te bem? (risos)
· Sim acho muito bem. Aliás,já o ouvi e acho que é um trabalho digno de sair cá para fora.
Voltando a Canker, achas que a tua presença no Big Brother veio favorecer a banda?
Sem dúvida que sou o indicado para responder a essa pergunta! (risos)
Não! (risos) Pelo menos estou a rir-me, porque não tem piada nenhuma!
Todos nós temos que perceber que a fama, só pela fama, não vale de nada. Não existe uma raiz.
Temos mas é que ser celebrizados pelo nosso trabalho, pelo nosso esforço, pela nossa arte,e isso sim, um dia poderá favorecer alguém.
Não por apenas mostrar a minha “tromba” na T.V.! (riso)
· Como achas que se encontra o panorama metálico em Leiria?
Sinceramente, não fazemos a mínima ideia. Nem do panorama metálico, nem de panorama nenhum! Leiria é uma cidade de merda! Não tem uma única sala no centro da cidade para as bandas poderem tocar, não permitem aos bares música ao vivo. Só bimbalhada armada em pseudo-intelectual! Eu sei que é triste estar a falar assim da nossa própria cidade, mas as verdades são para serem ditas! Força a todas as bandas de Leiria, é o que nós desejamos.
· Ultimas palavras…
“Vamos acordar, e levantar o cu do chão,
Trazendo o produto instantâneo da nossa revolução”
Marcha p’ra morte (Canker)